Confiar em alguém parece simples para algumas pessoas. Para outras, porém, isso pode gerar medo, insegurança e necessidade constante de controle.
Muitas vezes, quem tem dificuldade em confiar não está tentando ser “frio” ou distante. Está tentando se proteger.
A confiança é construída ao longo da vida, principalmente nas primeiras experiências emocionais. Quando alguém vive rejeições, abandonos, críticas constantes, traições ou relações instáveis, o cérebro aprende que se vincular pode ser perigoso.
E então surge um padrão silencioso:
a pessoa deseja conexão… mas teme se machucar novamente.

Quando o vínculo vira ameaça
Quem passou por experiências emocionais difíceis pode desenvolver um estado constante de alerta nos relacionamentos.
Mesmo quando encontra pessoas seguras, o corpo continua reagindo como se precisasse se defender.
Isso pode aparecer como:
- medo de se abrir emocionalmente
- necessidade excessiva de controle
- ciúmes intensos
- dificuldade em pedir ajuda
- afastamento emocional
- ansiedade nos relacionamentos
- sensação constante de que será decepcionado(a)
Em muitos casos, a pessoa entende racionalmente que nem todo mundo vai machucá-la. Mas emocionalmente, o sistema nervoso continua em proteção.
O que o trauma emocional faz com a confiança
Experiências de dor emocional podem deixar marcas profundas na forma como alguém se relaciona.
O cérebro registra:
“não é seguro confiar.”
E isso passa a influenciar vínculos afetivos, amizades, ambiente profissional e até a relação consigo mesmo.
Por isso, muitas pessoas vivem relações desgastantes sem compreender exatamente por quê.
Não é apenas uma questão de escolha.
Muitas vezes, é uma resposta emocional aprendida.
Como a terapia pode ajudar
A psicoterapia ajuda a compreender a origem desses padrões emocionais e desenvolver formas mais seguras de se relacionar.
A terapia EMDR pode auxiliar especialmente no reprocessamento de experiências traumáticas ligadas a abandono, rejeição, traições e insegurança emocional.
Quando essas memórias deixam de ser vividas como ameaça, o cérebro passa a diferenciar passado e presente com mais clareza.
A pessoa não precisa mais viver em constante defesa.
Confiar também é um processo emocional
Aprender a confiar não significa ignorar riscos ou deixar de se proteger.
Significa conseguir construir vínculos sem viver permanentemente em estado de alerta.
Relacionamentos saudáveis não nascem da ausência de medo, mas da possibilidade de se sentir seguro mesmo sendo vulnerável.
E muitas vezes, o primeiro passo para confiar no outro é começar a olhar com mais cuidado para as próprias feridas emocionais.
Se você sente dificuldade em confiar, vive em constante alerta nos relacionamentos ou percebe padrões emocionais que causam sofrimento, a Psicóloga e Sexóloga Valéria Recio (CRP 08/41030) oferece um espaço acolhedor para compreender essas experiências com apoio terapêutico e abordagem EMDR.
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