Quando o corpo não chega ao orgasmo, ele pode estar tentando se sentir seguro

A dificuldade de chegar ao orgasmo nem sempre está ligada ao desejo ou à técnica, mas à segurança emocional do corpo. Traumas, culpas e silenciamentos podem manter o sistema nervoso em alerta. A terapia sexual e o EMDR ajudam a reprocessar essas memórias, permitindo que o prazer aconteça com mais presença e segurança.
A dificuldade de chegar ao orgasmo nem sempre está ligada ao desejo ou à técnica, mas à segurança emocional do corpo. Traumas, culpas e silenciamentos podem manter o sistema nervoso em alerta. A terapia sexual e o EMDR ajudam a reprocessar essas memórias, permitindo que o prazer aconteça com mais presença e segurança.

Pesquisas epidemiológicas indicam que aproximadamente 5% a 10% das mulheres podem nunca ter experimentado um orgasmo ao longo da vida, mesmo incluindo masturbação e relações sexuais. Outros estudos, em contextos clínicos e populacionais, mostram que muitas mulheres relatam dificuldade persistente em atingir o orgasmo em diferentes situações.

No Brasil, levantamentos realizados por clínicas e serviços de saúde apontam que uma parcela significativa das mulheres enfrenta dificuldades orgásticas em determinados momentos da vida, variando conforme idade, experiências sexuais, história emocional e fatores culturais. Mais importante do que os números isolados é reconhecer que essa é uma experiência real, frequente e digna de cuidado clínico.

Dificuldades para atingir o orgasmo raramente estão relacionadas apenas a estímulo, técnica ou desejo. A clínica contemporânea da sexualidade nos mostra que o prazer não acontece fora do vínculo, ele nasce na segurança.

Muitas pessoas sentem excitação, conexão e afeto, mas o corpo não permite a entrega final.
Isso não é falha.
É memória.

O sistema nervoso aprende, ao longo da vida, quando pode relaxar e quando precisa se proteger. Histórias de trauma, culpa, silenciamento do desejo, medo de perder o amor ou de desagradar ficam registradas no corpo, mesmo quando a mente já “entendeu” racionalmente essas experiências.

Como nos lembra Ana Canosa, psicóloga e especialista em Educação Sexual e Terapia Sexual pela Faculdade de Medicina do ABC e pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (FMABC/SBRASH), o orgasmo não é um desempenho, mas uma consequência de presença, autorização interna e relação segura consigo e com o outro.

É exatamente nesse ponto que o EMDR se torna um recurso terapêutico potente. Ao reprocessar memórias e crenças que mantêm o corpo em estado constante de alerta, o EMDR ajuda o sistema nervoso a diferenciar passado e presente, permitindo que o prazer deixe de ser vivido como risco.

Quando o corpo entende que agora é seguro, ele não precisa mais se conter.
O prazer pode, então, acontecer como expressão de vínculo, autonomia e verdade.

O corpo não está falhando.
Ele está tentando cuidar.

Se você se identifica com essa vivência e sente que seu corpo pode estar reagindo por proteção, a Psicóloga e Sexóloga Valéria Recio (CRP 08/41030) oferece um espaço ético, seguro e acolhedor para o cuidado da sexualidade e das emoções.
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